Quatro álbuns recém-lançados. Qué baixá? Clica nas capas, então…
Arctic Monkeys – Favourite Worst Nightmare
Depois de quebrarem recordes com o fantástico “Wherever People Say I Am, That’s What I Am Not”, os Monkeys receberam a responsa de lançar o disco mais esperado deste começo de ano. “Favourite Worst Nightmare” saiu semana passada, oficialmente, mas já estava na rede há mais de um mês.
É possível fazer dois tipos de análises com relação ao segundo álbum na curta carreira dos ingleses. Uma, se ouvirmos “Favourite…” e, citando o Mestre Oliver, esquecermos o mundo lá fora. Aí, é só ouvir o começo de Brianstorm, que abre o disco. Os 40 segundos iniciais são de porrada. Depois, Teddy Picker mantém o nível (do volume) lá em cima. Sendo breve, o disco é do caralho.
Partindo para a segunda análise, a coisa já muda um pouco. É impossível não fazer comparações com o primeiro álbum da banda, lançado ano passado. As viagens pelo mundo e a fama repentina parecem tem mudado a forma de compor dos garotos (todos na faixa dos 2o e pouquíssimos anos). As músicas do cd novo deixam de ter as narrativas que contavam sobre a vida de adolescentes ingleses. Os longos títulos também são esquecidos. O maior é This House Is A Circus. Quase monossilábico perto de You Probably Couldn’t See For The Lights, But You Were Staring Straight At Me, do cd de estréia. Assim, “Favourite…” perde um pouco da graça, mas continua sendo um bom disco.
1. Brianstorm
2. Teddy Picker
3. D Is For Dangerous
4. Balaclava
5. Florescent Adolescent
6. Only One Who Knows
7. Do Me A Favour
8. This House Is A Circus
9. If You Were There
10. The Bad Thing
11. Old Yellow Bricks
12. 505
Kaiser Chiefs – Yours Truly Angry Mob
Outro disco lançado com certa expectativa, “Yours Truly Angry Mob”, dos também ingleses Kaiser Chiefs é divertido demais. O primeiro single, Ruby, tem o refrão mais grudento da história. Você ouve a música uma vez, e fica com ela o dia inteiro na cabeça. Isso, nesse caso, é bom. Além dessa, vale dar uma ouvida em Heat Dies Down, The Angry Mob e I Can Do Without You. A banda repete o som do primeiro disco, “Employment”, com uns tecladinhos anos 80, e vários Nanana, Uhuhuhu, Ohoho… Bom, muito bom.
Mas (sempre tem um mas) já tive uma primeira decepção. Ao entrar na loja de conveniência de um posto aqui em Americana, reconheço a música tocando no rádio do lugar. Era Ruby. Logo depois, a vinheta da Vox 90. O Kaiser Chiefs não tem culpa. Mas é triste, muito triste.
1. Ruby
2. The Angry Mob
3. Heat Dies Down
4. Highroyds
5. Love’s Not A Competition (But I’m Winning)
6. Thank You Very Much
7. I Can do It Without You
8. My Kind Of Guy
9. Everything Is Average Nowadays
10. Boxing Champ
11. Learnt My Lesson Well
12. Try Your Best
13. Retirement
Avril Lavigne – The Best Damn Thing
Uma mina de 20 e poucos anos que canta música como se ainda tivesse 14. Não poderia sair algo bom disso aí. E não sai mesmo. O disco novo, com um monte de “I don’t care” mantém Avril com aquela imagem de garotinha rebelde, coisa que já passou faz tempo. Sorte que ela é bonitinha, e por isso vou parar de escrever sobre “The Best Damn Thing” aqui. Por que, senão…
1. Girlfriend
2. I Can Do Better
3. Runaway
4. The Best Damn Thing
5. When You´re Gone
6. Everything Back But You
7. Hot
8. Innocence
9. I Don´t Have To Try
10. One Of Those Girls
11. Contagious
12. Keep Holding On
Silverchair – Young Modern
O Silverchair, quando surgiu, era uma das bandas com as mais claras influências do grunge, principalmente do Nirvana. Os dois primeiros álbuns, “Frogstomp” e “Freak Show” são fodassos, e parecem ter saído de Seattle, naquele começo de anos 90. No terceiro, “Neon Ballroom”, Daniel Johns, o vocalista, remoeu toda sua depressão e fez outro disco fantástico. Anos depois, com Daniel curado da anorexia que quase o matou, o Silverchair lançou “Diorama”. Médio, comparado aos outros três.
Tudo isso pra dizer que, depois de uma longa pausa e de ter seu fim anunciado algumas vezes, o Silverchair lançou “Young Modern” mês passado. Muitos esperavam ansiosamente por esse disco. Com um som muito parecido com “Diorama”, a banda parece querer abrir o seu leque de fãs, deixando o grunge definitivamente de lado. E, pelo jeito, conseguiu. “Young Modern” está há 4 semanas em primeiro lugar no ranking de discos da Austrália. Isso, porém, não é sinal de que esse seja um belíssimo disco. Mas tem suas boas músicas. Straight Lines e Those Thieving Birds [Part 1]/Strange Behaviour/Those Thieving Birds [Part 2] (com esse nome todo mesmo) são as melhores. E, assim, aquela velha história de que o grunge morreu parece cada vez mais verdadeira. Tá duvidando? Tenta comprar uma camisa de flanela pra você ver ser acha…
1. Young Modern Station
2. Straight Lines
3. If You Keep Losing Sleep
4. Reflections Of A Sound
5. Those Thieving Birds, Pt. 1/Strange Behaviour/Those Thieving Birds, Pt.2
6. Man That Knew Too Much
7. Waiting All Day
8. Mind Reader
9. Low
10. Insomnia
11. All Across the World







1 Comentário
Quinta-feira, 03 Maio, 2007 às 11:02 am
É…senãooo! Humpf!
Tá atrás da camisa de flanela ainda?
É…não vai ser uma busca fácil…
…ainda bem!
=P
Bjooo